Brasileirão Série B

Náutico tem terceira pior defesa da Série B do Brasileiro

O início de Série B vem sendo de altos e baixos para o Náutico. No meio de tabela, ocupando a 10ª colocação da Segundona, o Timbu tem a terceira pior defesa do torneio, com 10 gols sofridos, à frente, apenas, de Guarani (12) e Oeste (13). Os fracos números passam diretamente pela instabilidade defensiva que vive o time de Gilson Kleina, convivendo com desfalques na primeira linha e insegurança na cabeça de área.

De volta à Série B após dois anos na Terceirona, o Náutico encontra um campeonato mais parelho, com média de gols mais baixo que quando deixou. Essa queda é um padrão desde o início da década, iniciada com uma Série B de 2,66 gols por jogo em 2011, contra apenas 2,04 neste ano. Em um avanço tático da Segundona, a formação das linhas de defesa e meio-campo são fundamentais para limitar os ataques adversários.

Com problemas em ambas, o Náutico busca um jogo mais ofensivo e até consegue, com nove gols, ter o sétimo melhor ataque do torneio, insuficiente, porém, para suplantar as falhas defensivas.

Entre os volantes, a Série B marcou a afirmação de Rhaldney como uma boa peça na Rosa e Silva, mas sua parceria ainda é um calo no meio de campo alvirrubro, que não se encontrou com Djavan e vê o atual titular, Matheus Trindade, ser muito contestado. O esquema com apenas um volante mais fixo também não deu certo. Indo além no elenco, nomes como Josa e Jhonnatan vêm tendo pouco espaço, ainda que o último seja pedido pela torcida.

No sistema defensivo, o problema não está na ausência de boas peças, mas na série de lesões. Com apenas Fernando Lombardi, Carlão, Rafael Ribeiro e Camutanga disponíveis nesta Série B, com os dois últimos, inclusive, indisponíveis neste momento, o Timbu joga o torneio majoritariamente com os atletas que começaram o ano como últimas opções.

O experiente Fernando Lombardi, questionado desde a Série C, já foi acionado 13 vezes, igualando tudo que jogou em 2018, pelo Guarani. Rafael Ribeiro, prata da casa, já vive sua temporada com mais partidas na carreira, com apenas 18 jogos. No ano passado inteiro foram 16. O jovem Carlão, por sua vez, só recebeu espaço entre os profissionais depois da série de ausências que atingiu o clube, enquanto Camutanga, era o único acostumado com a titularidade alvirrubra, mas já vinha sem jogar há quase um ano, após uma lesão de longo prazo.

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