Base do Sport é vista como solução nas finanças do Leão

Uma referência não se constrói da noite para o dia. E, da mesma forma, precisa de cuidados para ser mantida. Enfrentando diversos problemas financeiros nas últimas temporadas, agravados por bloqueios judiciais rotineiros, o Sport luta para manter o clube como uma força de mercado, principalmente nas categorias de base, vistas no cenário nacional entre as mais importantes do futebol nordestino.

Mas não tem sido uma tarefa fácil, como retrata o diretor Emmanuel Gayoso, um dos responsáveis por tocar a base do clube. Segundo o gestor, por ano, o Sport arca com custos em torno de R$ 4 milhões, para atender as categorias Sub-13, Sub-15, Sub-17 e Sub-20, onde mais de 70 atletas são formados, além de uma estrutura de suporte que conta com 48 profissionais, de comissões técnicas ao apoio psicológico e social dos garotos.

“O Sport participa das principais competições de base, entre elas as obrigatórias, como o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e o Pernambucano, no Sub-20 e no Sub-17, mas também outras que servem como vitrine para os atletas, como a Copa do Nordeste e do Sub-13. Mesmo com todo o apoio da CBF para passagens, hospedagens e traslado, ainda arcamos com R$ 720 mil para disputar as competições, além dos custos de formação dos jogadores”, apontou o diretor.

Diante dos valores, o Sport enxerga a base como fonte de renda futura em investimento. E na atual gestão de Milton Bivar, Emmanuel Gayoso afirma que as negociações foram valorizadas e firmadas com parcerias junto a clubes de maior visibilidade internacional, como Flamengo, São Paulo, Cruzeiro, entre outros, como nas saídas de Jadsom, Elias, Pardal e, mais recentemente, Rafael.

“É preciso ter uma responsabilidade muito grande. Precisamos ter receita para o clube. E daí que vem a base tão forte. Depois que pegamos o clube, tivemos excelentes negociações. Nunca, em muitos anos na história, o Sport teve tanta movimentação na base como agora. Temos analistas técnicos para os atletas que chegam na avaliação, e hoje nenhum jogador mais sai do clube sem que haja um retorno financeiro, ou uma compensação”, garante.

Nesta semana, a CBF divulgou a lista dos clubes brasileiros que detêm o selo de certificado de formador, através da Fifa. O Sport deixou o quadro pela primeira vez desde 2018, mas a volta é vista como iminente por Gayoso, que aguarda o aval para novos laudos técnicos de segurança, estabelecidos depois do incêndio que vitimou dez atletas na base do Flamengo – que também deixou a lista a princípio.

“Está tudo resolvido, aguardando a liberação por parte dos órgãos públicos. Para encaminharmos para a CBF. O nosso em breve será emitido”, aponta.